Faltam três meses para o início dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, e a brasileira do skeleton, Nicole Silveira, celebrou a oportunidade de testar a pista olímpica que será palco das competições em fevereiro.
A atleta já está em Cortina D’Ampezzo para uma série de treinamentos no local que abrigará a disputa dos Jogos Olímpicos do skeleton, bobsled e luge.
Antes disso, Nicole disputará a etapa da Copa do Mundo que abre a temporada pré-olímpica no próximo dia 21 de novembro. Para a atleta, sentir o gelo antes da competição oficial significa “conhece o palco antes do grande show”.
“Ter a oportunidade de testar a pista olímpica antes dos Jogos faz uma grande diferença. A gente só descobre de verdade como uma pista se comporta quando está lá, sentindo as curvas, o gelo, o ritmo. Cada pista tem sua personalidade, e poder entendê-la com antecedência me dá confiança e clareza para saber no que focar nos próximos meses de preparação. Ajuda a tirar aquele ‘medo’ ou ‘ponto de interrogação’. É como conhecer o palco antes do grande show”, afirmou.
Há cerca de três semanas Nicole revelou o novo design do trenó que usará na temporada decisiva para a classificação para os próximos Jogos Olímpicos.
O equipamento, claro, valoriza as cores e a bandeira do Brasil, mas traz outros detalhes que, assim como no capacete, misturam elementos da cultura do país com características da “braba do gelo”.
“Meu trenó e capacete são muito especiais pra mim, eles representam quem eu sou e de onde venho. O trenó traz as cores do Brasil e o olho de um leão, que simboliza força, coragem e a alma vibrante do nosso país. Também tem as palavras ‘Milano Cortina 2026’ no olho, que simboliza um dos meus objetivos", contou.
“Já o capacete tem a arara, um símbolo muito brasileiro, que representa liberdade, beleza e voz da nossa natureza, a cor e a energia do nosso país. Atrás, coloquei também o símbolo da enfermagem, porque sou enfermeira formada e isso faz parte de quem eu sou: cuidar, lutar e representar com o coração.”
Em Pequim 2022, Nicole conquistou o melhor resultado do Brasil em esportes no gelo nos Jogos Olímpicos, o 13º lugar no skeleton. A primeira experiência olímpica ainda permanece como marco. Não como ápice, mas sim como o início de uma versão mais madura da atleta.
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