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O atletismo é um conjunto de desportos constituído por três modalidades: corrida, lançamentos e saltos. De modo geral, o atletismo é praticado em estádios, com exceção de algumas corridas de longa distância, praticadas em vias públicas ou no campo, como a maratona.

O Atletismo nasceu com o homem. Afinal, o mais antigo dos nossos ancestrais já andava, era obrigado a correr, a saltar e lançar coisas. Era a dura luta contra os pedradores e a busca por alimentos. Pode-se dizer que ao aprimorar essas habilidades, o homem garantiu sua história.

Isso tudo explica porque ao criar as primeiras competições esportivas as primeiras a serem organizadas fossem as provas atléticas. Há indícios da prática do Atletismo há pelo menos 5 mil anos no Egito, na Grécia e na China. No entanto, o primeiro registro histórico de uma competição data de 776 a.C. Foi quando Coroebus, da cidade grega de Élis, ganhou a stadium – uma corrida de aproximadamente 200 m – e tornou-se o primeiro campeão olímpico conhecido da história.

O formato moderno do Atletismo remonta a meados do Século 19. Basicamente, ele engloba as corridas de pista, de rua, de cross country e de montanha, a marcha, os saltos e os lançamentos. Por sua característica de representar os movimentos naturais do homem, o Atletismo é chamado de “esporte-base”.

 

Assim como nos Jogos da Grécia Antiga, o Atletismo permanece como o principal esporte olímpico dos tempos modernos. Tanto que o próprio Comitê Olímpico Internacional estabeleceu – até para efeito de distribuição dos recursos auferidos nos Jogos – que o Atletismo é o único esporte na categoria 1.

Por outro lado, a criação da IAAF (sigla em inglês da Associação Internacional das Federações de Atletismo) deu credibilidade às competições. As regras do esporte foram escritas e os recordes, homologados.

A importância do esporte-base é sintetizada por uma frase que circula no meio olímpico: “Os Jogos Olímpicos podem acontecer apenas com o Atletismo. Nunca, sem ele.”

 

O esporte no Brasil

A história atlética do Brasil começa no Século 19. Na década de 1880, o Jornal do Commercio já anunciava resultados de competições atléticas no Rio de Janeiro. Nas três primeiras décadas do Século 20, a prática atlética foi consolidada entre nós. Em 1914, a antiga CBD (Confederação Brasileira de Desportos) filiou-se à IAAF. Em 1924, o País participou pela primeira vez do torneio olímpico, ao mandar uma equipe aos Jogos de Paris.

No ano seguinte, foi disputado pela primeira vez o Campeonato Brasileiro. Em 1931, brasileiros disputam pela primeira vez o Campeonato Sul-Americano. Em 1932, Clovis Rapozo (salto em distância) e Lúcio de Castro (salto com vara) chegaram às finais nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. Quatro anos depois, Sylvio de Magalhães Padilha foi o 5º nos 400 m com barreiras nos Jogos de Berlim.

Em 1952, nos Jogos de Helsinque, Adhemar Ferreira da Silva conquistou a medalha de ouro no salto triplo. Era a primeira das 13 medalhas que o Atletismo daria ao Brasil, até os Jogos de Atenas, em 2004. Adhemar foi o primeiro dos três triplistas brasileiros a estabelecer o recorde mundial na prova. Os outros foram Nelson Prudêncio e João Carlos de Oliveira.

Brasileiros já ganharam 14 medalhas olímpicas
Os Jogos Modernos começaram em 1896, mas a primeira participação do Brasil aconteceu nos Jogos de Antuérpia, na Bélgica, em 1920. Os primeiros nomes do Atletismo do País foram a sua primeira Olimpíada em Paris, em 1924. Os primeiros finalistas foram Lúcio de Castro (6º no salto com vara) e Clovis Rapozo (8º no salto em distância), ambos em Los Angeles, nos Estados Unidos, em 1932.

O Brasil já conquistou 14 medalhas nos Jogos. As primeiras foram conquistadas em Helsinque, na Finlândia, em 1952: José Telles da Conceição (bronze no salto em altura) e Adhemar Ferreira da Silva (ouro no triplo). Adhemar seria bicampeão quatro anos depois, em Melbourne, na Austrália, em 1956. Foi o triplo, com outros dois atletas, que deram mais quatro medalhas para o Brasil: Nelson Prudêncio (prata no México em 1968 e bronze em Munique em 1972) e João Carlos de Oliveira (bronze em Montreal 1976 e Moscou 1980).

Joaquim Cruz ganhou ouro nos 800 m em Los Angeles 1984. Quatro anos mais tarde, em Seul, ganhou prata na mesma prova. Quem também subiu ao pódio em Seul foi Robson Caetano (bronze nos 200 m). Em 1996, em Atlanta, o revezamento 4x100 m masculino subiu ao pódio, com o bronze com Robson Caetano, Arnaldo de Oliveira, André Domingos e Edson Luciano. Em Sydney, o quarteto ganhou prata com Claudinei Quirino, André Domingos, Edson Luciano e Vicente Lenilson.

Nas duas primeiras edições olímpicas do século 21, grandes resultados de atletas brasileiros. Em 2004, em Atenas, Vanderlei Cordeiro de Lima liderava a maratona quando foi agredido por um manifestante. Mesmo assim, voltou à prova e ainda ganhou bronze. Por seu espírito olímpico, recebeu do Comitê Olímpico Internacional a Medalha Pierre de Coubertin. Já em 2008, Maurren Maggi tornou-se a primeira mulher brasileira a ganhar ouro em prova individual. Até então, o melhor resultado feminino do Brasil era o 4º lugar no salto em altura de Aída dos Santos, em Tóquio em 1964.

Fonte: CBAt

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