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A natação sincronizada era coisa de cinema antes de virar modalidade olímpica. A partir dos shows aquáticos com acrobacias apresentados nos EUA no começo do século XX pela nadadora australiana Annette Kellerman. A modalidade foi desenvolvida por Katherine Curtis, ao associar figuras feitas na água com música, e chegou aos filmes musicais do estúdio MGM nas décadas de 1940 e 50, estrelados por Esther Williams. Após uma apresentação dos alunos de Katherine na Feira Século do Progresso, realizada em Chicago na década de 1930, o nadador olímpico Norman Ross criou o termo "nado sincronizado". Seu formato atual foi desenvolvido na mesma época pelo estudante americano Frank Havlicek. É um dos poucos esportes em que apenas as mulheres participam. Elas podem competir sozinhas, em duplas ou em times de oito - fazendo figuras obrigatórias e livres numa piscina -, e são avaliadas por técnica e criatividade pelos jurados.

A história do nado sincronizado como esporte se confunde com a prática artística. No início, consta que a modalidade não passava de uma exibição que acontecia durante os intervalos de torneios de natação, sempre sem fins competitivos.

 

O nado sincronizado só começou a ser praticado de maneira esportiva na década de 1930, quando a norte-americana Katherine Curtis organizou uma apresentação com suas alunas ao som da música "Sereias modernas". Na época, porém, a modalidade ainda era conhecida como balé aquático, por sua semelhança gestual com a dança.

Em 1933, em uma feira em Chicago, nos Estados Unidos, após uma apresentação das alunas de Katherine Curtis, o nadador Norman Ross, três vezes medalha de ouro nos Jogos Olímpicos da Antuérpia, em 1920, nos 400m livre, 4 por 200m livre e 1500m livre, chamou a exibição de "nado sincronizado". Daí em diante, o crescimento da modalidade foi rápido, e o esporte chegou às Olimpíadas em 1952, em Helsinque, na Finlândia, ainda em caráter de exibição. A modalidade só entrou na disputa por medalhas em 1984, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

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