Hipismo ou equitação pode ser tanto uma arte, uma atividade de lazer, um desporto ou uma forma de transporte.
Os principais cavaleiros da atualidade por saltos, dá-se ao grande Carlo Fabrizio di Giovanni, que nos trouxe a atual medalha de ouro na copa do mundo, etapa da Itália, e outros como Rodrigo Pessoa e Bernardo Alves.
As competições hípicas fazem parte do programa dos Jogos Olímpicos desde 1912, tendo havido também provas hípicas na edição de 1900. Este é um dos poucos desportos em que homens e mulheres competem entre si.
Esporte conhecido pela elegância , o hipismo surgiu do costume de nobres europeus, especialmente ingleses, de praticarem a caça à raposa, quando os cavalos precisavam saltar troncos, riachos, pequenos barrancos e outros obstáculos que os caçadores encontravam pelas florestas. O desenvolvimento da atividade ocorreu no século XX, com a criação das primeiras pistas com obstáculos exclusivamente para a prática de saltos.
O esporte tem como linha básica para um bom resultado a integração entre o conjunto (cavaleiro/cavalo). E com o passar do tempo o comportamento do cavaleiro foi mudando, buscando facilitar o trabalho do animal. Inicialmente, o montador ficava com o corpo na vertical, forçando o seu equilíbrio nas rédeas e no estribo.
No final do século XIX, o italiano Frederico Caprilli decidiu deixar a cabeça e o pescoço da montaria livres, sem alterar o equilíbrio do cavalo no instante do salto. Atualmente, os cavaleiros mantém o corpo inclinado para a frente, acompanhando a direção do animal na transposição do obstáculo.
O hipismo fez parte do programa da primeira Olimpíada da Era Moderna, em 1896, em Atenas, como esporte de demonstração. Entretanto, somente foi incorporado definitivamente aos Jogos Olímpicos em 1912, em Estocolmo.
Uma característica particular do hipismo é que homens e mulheres podem competir juntos com as mesmas possibilidades de vitória, diferentemente de outros esportes, em que a performance masculina é superior devido à maior força física. Além da categoria da amazona ou cavaleiro e da integração entre animal e condutor, o importante é contar com uma montaria saudável e bem condicionada. Sem divisão por sexo, os competidores são separados conforme a idade: minimirim (oito a 12 anos), mirim (12 a 14), juniores (14 a 18) e seniores (acima de 18). As entidades que dirigem o esporte costumam utilizar também as seguintes sub divisões: principiantes, aspirantes, jovens cavaleiros, seniores novos, veteranos e proprietários.
Além do salto, os esportes eqüestres têm outras modalidades. Nos Jogos Olímpicos são disputados também o adestramento, (em que o cavalo executa movimentos cadenciados, em perfeita harmonia com o cavaleiro); concurso completo de equitação, (disputado em três dias com provas de adestramento, corrida no campo com obstáculos naturais e artificiais, de resistência ao trote e salto); enduro, entre outros.
HISTÓRIA DO HIPISMO NO BRASIL
O primeiro registro de uma competição de hipismo no Brasil data de abril de 1641, graças a um holandês. A prova inicial realizada em território nacional teria sido organizada por Maurício de Nassau, em Recife (Pernambuco), com a presença de cavaleiros holandeses, franceses e brasileiros.
Mas, somente, em 1911, os primeiros clubes hípicos foram fundados no país: a Hípica Paulista (SP) e o Clube Esportivo de Equitação do Rio de Janeiro. A formação das hípicas era uma conseqüência natural do hábito de industriais e proprietários rurais de São Paulo praticarem a caça à raposa.
O esporte ganhou nova dimensão, no Brasil, na primeira metade da década de 20, com a chegada de uma missão militar francesa. Os especialistas europeus permitiram uma melhoria na organização e da técnica do esporte no país.
O esporte é coordenado no país pela Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), auxiliada pelas diversas federações estaduais. Vários brasileiros conquistaram destaque no esporte, como Luiz Felipe Azevedo, Vítor Alves Teixeira, André Bier Johannpeter e Alvaro Affonso de Miranda Neto e Bernardo Alves Rezende.
A principal referência do hipismo nacional e no mundo é hoje Rodrigo Pessoa.
Nelson Pessoa que conquistou excelentes resultados em algumas das principais competições internacionais, foi considerado um dos maiores cavaleiros de todos os tempos. Hoje Rodrigo, seu filho, que conquistou três prêmios que o pai tentou e não conseguiu, podendo substituí-lo como o maior cavaleiro brasileiro e do mundo da História. Rodrigo Pessoa integrou a equipe que conquistou a medalha olímpica de bronze em Atlanta (96), a única do hipismo brasileiro desde 48, quando o país participou pela primeira vez dos Jogos Olímpicos. E em outubro do mesmo ano, Rodrigo, aos 26 anos, se tornou o mais jovem campeão mundial da história, vencendo a prova individual de saltos dos Jogos Eqüestres Mundiais, disputados em Roma (Itália). O maior feito do hipismo nacional. Seis meses antes, em abril, Rodrigo conquistou a Copa do Mundo. Os resultados de Rodrigo Pessoa e da equipe brasileira, na Olimpíada de Atlanta , demonstram que o hipismo brasileiro alcançou um estágio que o coloca no mesmo patamar dos principais países da modalidade. A equipe brasileira ficou em quarto na última edição da Copa das Nações, realizada na Alemanha, e em quinto no Mundial. E no GP de Roterdã (Holanda), um dos mais importantes da Europa, realizado em agosto de 99, o Brasil ocupou os dois primeiros lugares do pódio. e nos Jogos Panamericanos em 99 a equipe brasileira conquistou a medalha de ouro para o Brasil. Em maio deste ano Rodrigo conquistou o tricampeonato do mundo no salto, passando a ser o 1° no ranking mundial. E agora chegou a vez de torcermos para que a equipe brasileira conquiste o ouro nos jogos olímpicos em Sydney 2.000.
Faltando pouco mais de um ano para os Jogos Equestres Mundiais - a “Copa do mundo do cavalo”, realizada a cada quatro anos e que em 2014 será na Normandia, na França -, amazonas e cavaleiros do Adestramento e do Paraequestres começam a disputa por vaga nas equipes que representarão o Brasil.
O International Riding & Dressage Meeting Coudelaria Ilha Verde 2013, que acontece de quinta-feira 16 a domingo 19 de maio, na Coudelaria Ilha Verde, em Araçoiaba da Serra (SP), traz para o Brasil dois juízes olímpicos que estarão ministrando palestras sobre o Adestramento, esporte que é a manifestação máxima de entrosamento e entendimento entre cavalo e cavaleiro. O Fórum Internacional de Adestramento é gratuito e aberto a amazonas e cavaleiros de todas as modalidades equestres, treinadores, proprietários criadores e interessados na arte da equitação.
Terceiro melhor cavaleiro brasileiro de acordo com o ranking da Federação Equestre Internacional (FEI), o maranhense Marlon Zanotelli passa a integrar a equipe do projeto Plano Brasil Medalhas, do governo federal.
Atletas do Ilha Verde Team venceram em três categorias do Ranking da Federação Paulista de Hipismo (FPH) em 2012, garantindo o cobiçado Troféu Eficiência. A homenagem aos vencedores acontece na noite de sábado 23 de março, no Clube Hípico de Santo Amaro, em São Paulo (SP), em festa organizada pela entidade máxima do hipismo paulista.
De 12 a 14 de abril, o condomínio Fazenda SerrAzul Santa Maria recebe o I Torneio Nacional SerrAzul de Hipismo. Com organização do Grupo Senpar Terras de São José, o evento será realizado no CHESA (Centro Hípico de Excelência SerrAzul), que conta com uma das únicas arenas cobertas e iluminadas do país, ideal para treinos noturnos ou em dias de chuva. O evento reúne atletas profissionais e amadores, vindos de diversas regiões do Brasil.
A amazona paulista Julia Nemr, 10 anos, sagrou-se campeã Mini-mirim de Adestramento dos rankings da Federação Paulista de Hipismo (FPH), da Associação Brasileira de Criadores do Puro Sangue Lusitano (ABPSL) e dos rankings diurno e noturno da Sociedade Hípica Paulista (SHP).
Atletas top do Adestramento, incluindo três olímpicos e medalhistas panamericanos, se juntam a amazonas e cavaleiros de todas as categorias em uma mesma pista na Sociedade Hípica Paulista, em São Paulo. De 23 a 25/11 estarão em disputa os títulos do Campeonato Brasileiro de Adestramento de 20 diferentes séries. Dos candidatos das categorias de base, como os mini-mirins, aos atletas mais experientes da Sênior Top.
Realizado a cada dois anos, o Campeonato Mundial de Atrelagemcom um cavalo - FEI World Driving Championship For Single 2012 – chega a sua 8ªedição reunindo 74 representantes de 21 países entre 13 e 16 de setembro naCompanhia das Lezírias, em Samora Correia, cidade às margens do rio Tejo edistante 50 km de Lisboa, a capital portuguesa. A disputa, um concursocompleto, será dividida em três provas: Adestramento, Maratona e Maneabilidade(cones).
A Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) anunciou, na noite desta quarta-feira, dia 25, uma lesão no cavalo Kenny, que impedirá o cavaleiro paulista Renan Guerreiro de disputar os Jogos Olímpicos Londres 2012 no Concurso Completo de Equitação (CCE). Com isso a equipe brasileira terá quatro conjuntos: Marcio Carvalho Jorge /Josephine, Serguei Fofanoff / Barbara, Ruy Fonseca / Tom Bombadill Too e Marcelo Tosi /Eleda All Black, com apenas um descarte no resultado da equipe.
A conquista veio com muito trabalho da atleta e uma importante ajuda da Associação Brasileira do Cavalo Puro-Sangue Lusitano (ABPSL). Carol Borja, uma das melhores amazonas de Atrelagem da América Latina, presidente da Associação Brasileira de Atrelagem (Abrat) e diretora da modalidade da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), recebeu uma última e decisiva chance de disputar uma prova seletiva, em Portugal. E não decepcionou.
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